A tal da amplitude dinâmica

O que acho mais legal na fotografia é que nada é por acaso. Até acredito que a sorte pode existir em algumas situações, mas hoje vejo que a fotografia é muito menos subjetiva do que parece. Por trás de toda magia de fotos maravilhosas existe um truque muito bem aplicado (a técnica).

Resumindo, sempre existe uma cartinha na manga...

Quando comecei a fotografar, sentia falta da técnica. Sentia necessidade de conhecer os truques, de saber onde exatamente eram escondidas as cartas, como e quando utiliza-las.

Um dos truques que conheci foi a amplitude dinâmica.

A primeira vez que ouvi falar em amplitude dinâmica confesso que fiquei desorientada. O que diabos é isso? Quanto mais eu lia e relia artigos sobre esse troço menos eu sabia o que era.

Mais uma vez, foi a Eduk que me livrou do desespero e eu pude, finalmente, entender do que se tratava.

Primeira coisa é que a amplitude dinâmica (que pode ter vários outros nomes) é uma característica que muda de câmera para câmera, de marca para marca inclusive.

A amplitude dinâmica nada mais é que a quantidade de luz que o sensor da câmera consegue captar. Ou seja, em quantos stops posso variar minha exposição até estourar o branco.

Existe várias maneiras de se medir a amplitude dinâmica da câmera, mas o que tenho mais usado é o histograma. Verifico o histograma da foto e quando percebo que minha faixa de tons claros atingiu o limite máximo no histograma, é hora de parar. A partir daí a qualidade da foto será afetada pois vai haver muita perda de informação.

Aprendi a aplicar um truque com o Armando Vernaglia no curso da Eduk que tem me salvado em várias situações em que uso o ISO mais alto.

A granulação causada pelo ISO alto fica mais evidente nas faixas escuras da imagem. O que tenho feito então para amenizar os efeitos do ISO (e foi dessa forma que aprendi a me tornar a melhor amiga do ISO):

1)      Fotografo sempre em RAW.

2)      Faço a medição da minha foto sempre superexpondo em 2 a 3 stops (amplitude dinâmica da minha câmera), mais do que isso é inviável.

3)      Verifico o histograma para assegurar que não houve MUITA perda de informação nas faixas de muitas luzes. Aqui cabe uma consideração, o toque final que aprendi: deixe estourar um pouco. O histograma não precisa estar exatamente no limite da área de muitas luzes, pode estar um pouco estourado sem que isso interfira na qualidade da imagem.

4)      Na edição aumento o contraste dos tons escuros no campo “Pretos”, pois obviamente houve prejuízo dos tons escuros, já que a imagem ficou superexposta.

De tudo o que aprendi até hoje, considero a questão da amplitude dinâmica um dos truques mais valiosos na aplicação da técnica fotográfica.

Foto feita com Canon t3i, 200mm, f/2.8, 1/200, ISO 6400.

 

 

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Fernanda Pimentel Fotos
Fotografia Infantil
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